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SES realizou Dia D em combate ao Aedes aegypti
Rio de Janeiro - 18/03/2019

Ação ocorreu sábado em todo o estado e teve o objetivo de fortalecer a campanha “Atitude contra o Mosquito”

SES realizou Dia D em combate ao Aedes aegypti

Com o objetivo de mobilizar a população para combater o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro realizou sábado (16/3) hoje o Dia D da campanha “Atitude contra o Mosquito”, que alerta sobre os riscos das doenças e dá dicas de como eliminar os focos do vetor dentro da própria casa. A iniciativa acontece em todo o estado.

Para Edmar Santos, secretário de estado de Saúde, as ações do governo, previstas para os primeiros 100 dias da nova gestão, tem como objetivo principal mobilizar a sociedade.

“Assumimos o governo tendo como uma das metas imediatas na área da saúde agir para conter o avanço do número de casos das doenças causadas pelo Aedes aegypti. Além da campanha publicitária, já iniciamos um choque integrado com outros órgãos e as prefeituras. No entanto, a ajuda da população é fundamental nesse combate, já que 80% dos focos do mosquito são detectados em imóveis residenciais. Agora, convido a população para participar destes grandes eventos e a postar usando a hashtag #atitudecontraomosquito”, diz.

Em 2018, o estado do Rio teve 39.082 casos de chikungunya, 14.763 de dengue e 2.339 de zika. Neste ano, até 7 de março, foram registrados 5.210 casos de chikungunya, 2.163 de dengue e 123 registros de zika.

Entre as atividades realizadas no Dia D checagem de locais, distribuição de material informativo, laboratório para a exposição ao público sobre as etapas de desenvolvimento do mosquito e orientação de como combatê-lo, além de posto de vacinação contra a febre amarela. Dois eventos marcaram o Dia D, em Madureira e Duque de Caxias.

Para Alexandre Chieppe, subsecretário de Vigilância em Saúde da SES, ações simples e rotineiras da população são suficientes para o controle.

“Parece pouco, mas dez minutos por semana é tempo suficiente para que uma pessoa olhe todos os possíveis focos do mosquito na sua residência. A vistoria deve acontecer em caixas d’água, tonéis, vasos de plantas, calhas, garrafas, lixo e bandejas de ar-condicionado. Com essas medidas de prevenção, é possível evitar a proliferação do Aedes aegypti”, aponta.

Conscientização nas escolas

A SES também articulou, em parceria com a Secretaria de Educação, a Semana Estadual de Combate às Arboviroses nas Escolas, que aconteceu em unidades municipais e estaduais. Durante as visitas, profissionais do Programa Saúde na Escola (PSE) realizaram atividades lúdicas demonstrando como a vistoria para acabar com focos em casa deve ser feita.

A equipe também distribuiu revistas com atividades educativas contra arboviroses e fez checklist de ações semanais de limpeza e prevenção nas próprias unidades escolares. Também estão sendo realizadas atividades pedagógicas voltadas ao combate do Aedes com gincanas, produção de textos, apresentação de teatro e música e exposição.

Capacitação de profissionais

Desde o início de janeiro, a SES já capacitou mais de dois mil profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, com o objetivo de melhorar o atendimento aos pacientes com sintomas em casos de arboviroses. Técnicos da Secretaria também estiveram em dezenas de municípios para avaliar, junto às secretarias municipais, os planos de contingência mais adequados para cada área. A SES ainda disponibiliza larvicida e adulticida e ampliou o público-alvo para entrega de repelente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O Aedes

O Aedes aegypti é doméstico, vive dentro de casa e perto do homem. Com hábitos diurnos, o mosquito se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é importante o uso de telas em janelas e portas, mosquiteiros, roupas compridas, além de uso de repelente nas partes expostas do corpo, aumentado a área de proteção.

Sintomas e diagnóstico

A dengue apresenta febre alta e de início súbito e dores no corpo. O zika tem como principal característica as manchas vermelhas (exantema), que causam uma doença chamada febre da zika vírus, associada à febre baixa e dores pelo corpo. Já a chikungunya apresenta sintomas como febre alta e fortes dores nas articulações. O diagnóstico das doenças, na maior parte dos casos, é clínico, ou seja, é feito com base nos sinais e sintomas relatados e observados por profissionais de saúde que indicam o tratamento adequado para cada caso.

Febre amarela

A SES iniciou também a campanha contra a febre amarela. Até maio, 35 postos de vacinação serão montados em diversas regiões do estado com o objetivo de imunizar mais 4 milhões de pessoas e alcançar a cobertura vacinal de 95% do público-alvo. Até o momento, já foram imunizados cerca de 11 milhões de pessoas.

Central do Brasil e Praça XV foram os primeiro locais a receberem postos de vacinação. A campanha volante ainda passará por Nova Iguaçu, São João de Meriti, Rodoviária do Rio, Ceasa, Mercadão de Madureira, entre outros pontos.


Denúncia de focos



As secretarias Municipais de Saúde são as responsáveis pelo combate direto ao mosquito.

Clique aqui e veja como entrar em contato com a secretaria de sua cidade.
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