Aedes aegypti: conhecendo o inimigo
19/08/2019
As ações preventivas de eliminação de focos dependem do empenho da população e devem ser feitas durante todo o ano
Pequeno, perigoso e oportunista. Assim é o Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya. Como ele vive dentro ou ao redor de domicílios e locais frequentados por pessoas, sua presença é mais comum em áreas urbanas e a infestação é mais intensa em regiões com alta densidade populacional e em locais de ocupação desordenada.
Como ele tem hábitos domésticos, a maior parte dos focos é encontrada próximo a residências (dentro e fora da casa). Ou seja, o inimigo pode estar no seu lar! Então, para combatê-lo, nada melhor que conhecê-lo bem.
Próximo a residências as fêmeas do Aedes encontram mais facilmente alimentação e locais para desovar. Elas fazem isso tanto em grandes reservatórios de água – caixas d’água, galões e tonéis – quanto em pequenos – vasos de plantas, calhas, garrafas, lixo e bandejas de ar-condicionado, entre outros. Uma vez depositados, os ovos ficam esperando a oportunidade de eclodir.
Temperaturas elevadas e chuvas são fatores que propiciam a eclosão dos ovos. Por isso a infestação do mosquito é mais intensa no verão. Mas, atenção, isso não significa que o perigo esteja restrito a uma única estação. Uma das razões para isso é o fato de seus ovos poderem resistir cerca de um ano em um ambiente seco.
Se o local em que ele foi depositado estiver seco, mas não for eliminado, ele ficará ali esperando o momento propício para dar origem a um novo mosquito. Além disso, esta resistência do Aedes aegypti a longos períodos secos permite, também, que os ovos possam ser transportados de um lugar para outro, mesmo que distantes, dentro dos recipientes em que foram depositados.
É como se o mosquito ficasse escondido se preparando para, a qualquer momento, atacar novamente. Falando em ataque, o Aedes aegypti tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Mas, oportunista como é, ele também pode picar à noite. Na verdade ela, porque é a fêmea do Aedes aegypti que transmite dengue, zika e chikungunya.
Por tudo isso, as ações preventivas de eliminação de focos dependem do empenho da população e devem ser feitas durante todo o ano. Na prática isso significa dedicar 10 minutos por semana para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito.
Apenas 10 minutos por semana pode parecer pouco, mas este intervalo é determinado pelo ciclo de vida do mosquito transmissor da dengue. Como este ciclo leva, do ovo até a fase adulta, cerca de 7 a 10 dias, se a verificação e eliminação dos criadouros forem realizadas uma vez por semana, será possível evitar o nascimento de novos mosquitos.